terça-feira, 19 de novembro de 2024

Lampejo eterno

Às vezes preciso ficar
naquela dimensão aninhada
num lampejo eterno
da minha alma.

Aquele ponto
em que tudo o que foi
continua girando
numa bobina de cinema.

Mesmo que agora,
na distância,
eu pareça estar quieto,
sossegado,
entre ipês e mangueiras,
continua aquela dança,
aquela ronda,
aquele balanço,
debaixo da minha pele.

E entre dança e contradança,
ainda existem céus,
ruas e pátios
aos que não cesso de retornar
a cada dia
neste eterno labirinto.

Guillermo Abraham
Brasília, 18 de novembro de 2024

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